terça-feira, 11 de setembro de 2007

Hoje é 11 de Setembro.


De uma maneira geral, todo mundo lembra onde estava naquele fatídico 11 de setembro de 2001. Eu e Sinara estávamos em Cape Town. Rafael estava a caminho, falando 4 meses para nascer. Como qualquer um, eu estava parado em frente à TV sem poder dizer nada... aliás, sem querer dizer nada. Cada vez que penso naquele momento penso também na necessidade de me entregar ainda mais à unica tarefa que realmente pode transforma este mundo: o espalhar do Evangelho entre os povos da terra.

Seis anos mais tarde, estava eu com um grupo de quatro outras pessoas que amam a Jesus conversando e deliberando sobre o primeiro mestrado de teologia ministrado em Moçambique, em Portugues, para Moçambicanos. Que contraste! Duas realidades totalmente diferentes daquela que experimentei 6 anos atrás.

Eram dois brasileiros, um alemão, um americano e uma Moçambicana colocando as cabeças juntas para pensar ainda mais em como transformar Moçambique também através de um melhor preparo teológico para aqueles que podem ser agentes de transformação neste país.


Foi um dia longo. Retorno para casa e gasto um tempo com aquele que estava para vir ao mundo 5 anos atrás - o Rafael. Enquanto assistíamos um pouco de uma rede de notícias tive que explicar a ele o que aconteceu seis anos atrás ... e como este acontecimento tem trazido uma dinâmica totalmente diferente neste mundo.
Dizem que a partir daquela data histórica nunca mais seremos os mesmos. De uma certa forma, sempre seremos os mesmos: vivendo num mundo cada vez mais desesperançoso com a necessidade da Esperança maior. Somos marcados pela mancha que destrói a nossa natureza humana, que continua resistindo à irresistível Graça. Continuamos correndo para longe do nosso Criador enquanto Ele continua de braços abertos e nos convidando para vir e descansar nEle. Tanta coisa, não é mesmo?

Hoje à tarde foi como viver no microcosmo de tantas coisas que acontecem neste mundo. Enquanto o espírito e desejo de destruição está lá fora, a nossa missão maior era procurar maneiras de fortalecer o ensino para aqueles que podem de vez transformar a face deste nosso Moçambique sofrido. Que privilégio! Que honra! Sabe de uma coisa? Nós nos sentimos sempre inadequados para fazer o que estamos aqui para fazer ... mas por outro lado, sabemos que Ele, o dono da Seara e da Colheita, decidiu chamar a nós e não a outros ... dá um arrepio no coração só de pensar! Porque sabemos das nossas limitações e fraquezas ... que se for apenas na nossa força e sabedoria própria, o estrago pode ser maior que o de 11 de setembro de 2001. Mas Ele é quem faz e produz em nós tanto o querer como o realizar - este é o nosso consolo.

E um montão de amigos e irmãos por este mundo afora se tornaram os braços e mãos do Pai para nos enviar... não nos descansamos em assumir que isto deveria ter acontecido de qualquer forma. E, claro, muitos deles não sabem que foram a mão e boca do Dono da Colheita para nos enviar, encorajar e ajudar-nos a permanecer onde Ele quer que fiquemos.

Um abraço ... que Ele o sustente hoje.

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