
Em menos de dois dias estou saindo para o norte do país. Estaremos ministrando para um grupo de pastores e parte do nosso time, auxiliado por algumas mulheres Moçambicanas, estará ministrando para um grupo de mais ou menos 100 mulheres, esposas de pastores, evangelistas, pessoas envolvidas no ministério de tempo integral.
Muita coisa passa por nossa cabeça. Como vai ser? Quem vai estar lá? Como vão receber o material a ser ensinado? Será que algo prático vai sair de tudo isto? Existem muitas indagações passam por nossas cabeças e corações. Mas no fundo a gente sabe que não adianta ficar pensando antes da hora e que Deus já está "lá em nosso futuro" esperando e preparando o terreno para que a semente possa frutificar.
É normal ficar pensando em tudo isto. E mais... pensar na família que fica pra trás, na segurança das coisas do dia a dia. No final das contas, o negócio é orar, orar e orar, confiando a Deus as nossas vidas e sabendo que ninguém pode cuidar melhor de todos nós do que Ele.
Existe uma outra luta interna quando nos dispomos a fazer aquilo que Deus quer. Existe uma dualidade que sempre vai existir no coração de qualquer missionário que teme o Senhor. É aquele negócio de dizer "Quem sou eu? ... Não hão de me ouvi" e ao mesmo tempo aquele sentimento de urgência e serviço que diz "Eis-me aqui, envia a mim." Aquele negócio de nunca se sentir adequado para o que está à nossa frente e ao mesmo tempo a ansiedade do coração que quer ser usado por Deus que diz "mal posso esperar estar lá e contribuir com aquilo que Ele tem colocado dentro de mim para abençoar outros."
Até certo ponto eu acho que esta vai ser uma eterna luta na vida dos missionários...